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Isso é normal???

quinta-feira, 13 agosto, 2009

subornando-guarda1Por Júlio César Vasconcelos, do Blog Geogente

Confesso que fiquei estarrecido! Em reportagem recente divulgada pelo Fantástico, uma pesquisa livre envolvendo cerca de 400 pessoas em São Paulo constatou que dentre os pesquisados, 48% afirmou que aceitaria sim propinas como a do mensalão, subornam policiais para não pagar multas e sonegam impostos naturalmente, sem qualquer dor de consciência, entre outros “deslizes” considerados menos graves.

O mais interessante é que é este mesmo cidadão o que joga pedra nos políticos, criticando de maneira veemente suas maracutaias! Esta semana, viajei a trabalho e precisei de um recibo de táxi para reembolso junto à Faculdade onde sou professor. O motorista de táxi, com uma cara limpa e desavergonhada me perguntou de quanto eu queria o recibo, fazendo um comentário sarcástico que era para eu ganhar um dinheirinho a mais…Quando o questionei sobre a ilegalidade do fato, ele se mostrou surpreso com a minha atitude, provavelmente achando-me com cara de babaca! Afinal isto é tão comum, todos fazem!…

É uma verdadeira lástima! Antes de mais nada precisamos nos olhar no espelho! Se não mudarmos nosso jeito de ser, como poderemos cobrar coerência, ética e responsabilidade daqueles que nos representam?  Sinceramente, cidadãos com  comportamentos típicos como este do motorista de táxi não valem nada, nem R$1,99! O pior de tudo que, como mostrou o Fantástico, parece ser um comportamento comum da maioria dos brasileiros!

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Coisas que não entendo… (1º post da série)

segunda-feira, 20 abril, 2009

bomba_gasolina3Já no posto de gasolina, estava com um vale para colocar “petróleo” no meu carro.

Frentista: Quanto é seu crédito?! Perguntou o frentista, já com a bomba de gasolina em mãos.

Eu: R$67,60.

No meio da conversa, eis que surge uma pessoa que, acredito eu, seja o cara mais antigo do lugar, meio com cara de bronco, sem mal desejar uma boa tarde, muito menos um “olá”. Vou chamá-lo de “Bronco”.

“Bronco”: É R$67,58, e não R$67,60.

Meio sem jeito, fiz minhas contas para descobrir em que local esse “cabeça de bagre matemática” jornalista errou. Errei porque não fiz a conta com o valor “real” do combustível: era R$2,599, e não R$2,60, como eu fiz a conta. Sem muita paciência para conversar a respeito do valor R$2,599, que não existe em lugar algum, apenas em posto de gasolina, fui logo dizendo:

Eu: Então é isso. R$67,58. Desculpa aí, meu amigo (tentando pelo menos ser simpático e educado).

E a “cena” continuou. Meio sem entender o que estava passando, o frentista, que já estava abastecendo, parou a bomba no valor R$67,55.

Frentista: “Sr. Bronco”, é R$67,55?!

Na mesma hora pensei: R$67,58. Não falei nada para não ser “cricri”.

Como o “Bronco” não respondeu, o frentista repetiu a pergunta para mim e eu respondi de maneira taxativa.

Eu: Não, é R$67,58!

Pensei: ora bolas, se dois centavos faria a diferença para o posto de gasolina, por que não faria a diferença no meu humilde bolso?! Certo é certo, meu Sr. Tenta colocar três centavos aí que vou ficar de camarote assistindo.

Agora surge a dúvida: se não existe o R$2,599, por que ainda utilizam? Quem está legitimando essa “coisa”? E se eu chegar no posto com R$2,60 e pedir um litro de gasolina, como eles me darão o troco??? Vai entender…