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Meu Carnarock 2009

quinta-feira, 26 fevereiro, 2009

rock

Pelo folião do rock, Luiz Augusto Reis Almeida

Sim, consegui encontrar um lugar espetacular para passar o meu carnaval sem ter que “morrer” no axé e nas coreografias de mãozinha na cabeça, no joelho e vai descendo até o chão. Fui para Ubatuba, no litoral paulista, com uma turma do caralho muito animada, da bagunça mesmo. A partir daí foi só alegria e o clima praiano estava contagiante. Bom, mas vamos deixar de “papo mole” e vamos ao que interessa.

Na sexta-feira cheguei à cidade e não saímos: ficamos em casa, fazendo bagunça até tarde. Para mim a noite terminou às 5h, lembrando que fui um dos primeiros a procurar uma cama. No sábado fomos para um bar muito bacana. Até começamos a curtir uma marchinha, demos uma moral para a bandinha e tínhamos tudo para aproveitar até o amanhecer. Mas, infelizmente não deu. Os caras começaram a tocar em ritmo de “velório” e aí bateu o sono. Inconformados, resolvemos entrar em um PUB meio estranho, o Blues on the Rocks. Até então o lugar era uma incógnita. Resolvemos pagar para ver e queríamos terminar bem à noite. De cara a mocinha que nos recepcionou nos disse que não tinha lugar para sentar, apenas um balcão como apoio, mas que ficava ao lado do “palco” (eles chamam um espaço cheio de caixas de som onde fica o guitarrista/vocalista e o baterista de palco).

Tudo bem, entramos para conferir e ver o que o local tinha para oferecer. O ambiente não era requintado, apenas aconchegante, repleto de quadros de ícones do rock e o melhor de tudo, a música era agradável e suficiente para cairmos no rock. Quando cheguei estava tocando uma música do Barão Vermelho que eu gosto bastante: Meu bons amigos, se eu não me engano do álbum Carne Crua. Já fiquei animadaço e previa um bom fim de noite. A dupla era formada por Nilo Mariano e… Gente, um baterista top dos tops! Uma fera com as baquetas, mas que eu esqueci o nome. O cara comentou, inclusive, que estudou música na Suíça e já tocou com o gaúcho Renato Borghetti. Detalhe: quem estava no show era o “folião do rock” Luiz Augusto, e não o jornalista Luiz Augusto.

Enfim, a dupla era simplesmente espetacular! Os caras mandaram tão bem, mas tão bem, que no dia posterior eu voltei para lá e comecei e terminei a noite, ou melhor, a manhã novamente muito tarde. Isso sem contar que, logo chegando ao local vejo uma figurinha um tanto quanto engraçada: era o Braulinho, o parceiro “Alan Delon”, amigo de infância da boa e velha Mariana. Ahhh, foi bom demais! Não poderia ser melhor…

Tirando a rouquidão, que insistia em me castigar, foi coisa de cinema. Conversamos, conheci a nova patroa do Delon, trocamos telefone e ele se juntou a nossa turma no churrasco e na praia no dia anterior. Já na segunda-feira de carnaval eu não poderia perder outra noite regada a muito rock. Enquanto três casais amigos foram para outra boite, que teria o show da Inimigos da HP (tsc, tsc, tsc), minha gatinha, eu e mais dois casais da mesma “caravana” do sul de minas voltamos para o mesmo lugar. De fato eu não queria arriscar a minha pele em outro lugar.

Não era tão “criativo” ao ponto de querer conhecer outro lugar, afinal de contas já estava bem satisfeito com as minhas noites de carnaval. Na verdade estava sentindo um gostinho de vingança contra os axés da vida que por muito tempo assombraram o meu carnaval. Como já era de se esperar, outra noite espetacular. Os caras conseguiam alterar o repertório e, na altura do campeonato, ficando três dias na frente do palco, já éramos conhecidos da “dupla show”, pedíamos diversas músicas e sempre éramos atendidos.

A dupla tocava Jimi Hendrix, R. Stones, U2, passando pelo pop rock nacional do O Rappa, Nenhum de Nós, até Cazuza, Barão, Secos e Molhados, chegava ao Pink Floyd, Pearl Jam, Bob Marley e tudo enquanto é música boa. Sensacional! Quer carnaval melhor que esse? Bom, pelo menos em se tratando de música, o meu carnaval foi show… Show de Rock! Além das minhas ótimas companhias, o meu carnaval valeu mais que R$1,99, o Blues on the Rocks também vale mais que R$1,99 e a “dupla show”… sem comentários!

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Recordar é viver: Guns N’ Roses

quarta-feira, 9 julho, 2008

O recordar é viver desta semana traz o clipe da música Welcome to the jungle, gravada pela banda que eu simplesmente adoro: Guns N’ Roses. Inclusive o meu “adorar” já foi muito maior no auge do grupo, que surgiu em Los Angeles, Califórnia, em 1985, e vendeu mais de 90 milhões de cópias em todo o mundo.

A história da banda começou em 1983 quando o vocalista W. Axl Rose deixa a banda Rapid Fire para montar uma nova banda com seu amigo de infância Izzy Stradlin.

O primeiro nome da banda foi Hollywood Rose e era formada por Axl, (vocais), Izzy Stradlin (guitarra), Chris Weber (guitarra), Rick Holland (baixo) e Johnny Kreiss (bateria). A nova banda consegue algum destaque nos subúrbios de Los Angeles, com muitas composições próprias – que futuramente seriam tocadas pelo Guns n’ Roses. A banda encerrou suas atividades na virada de 1984 para 1985.

A partir daí surge realmente o Guns N’ Roses, que teve a primeira formação com Axl no vocal, Izzy como guitarrista base, e mais três integrantes de uma banda também recém dissolvida, a L.A.Guns.

Com essa formação a banda só se apresentou uma vez, em março de 1985. Após o show, Ole Beich foi substituído por Duff Mckagan. Após alguns shows com a formação (Axl, Tracii, Izzy, Duff e Robbie) o guitarrista Slash e o baterista Steven Adler entraram nos lugares de Tracii Guns e Robbie Gardner.

Surgiram às primeiras turnês e a banda escreveu um dos seus hinos, “Welcome to the Jungle”. As alterações na formação da banda sempre foram constantes, assim com os problemas com as drogas e de relacionamento em todas as esferas.

Em 1989, a banda começou com uma perda. Steven Adler não conseguia tocar bateria de tão drogado e foi expulso pela banda. No ano seguinte, o baterista Matt Sorum, que tocava com os ingleses do The Cult, assumiu o posto no Guns, enquanto o tecladista Dizzy Reed também se uniu à banda. Em janeiro de 1991 , a banda tocou para o maior público que até então conseguiu reunir: 140 mil pessoas no festival Rock in Rio 2 realizado no estádio Maracanã.

Em 1993, uma canção escondida de Charles Manson, serial killer famoso por ter assassinado uma atriz famosa e um grupo de escoteiros, “Look at Your Game Girl”, fora incluída a pedido de Axl, mas contra a vontade do grupo, causando polêmica interna.

Se não bastasse, em 1994 Axl é processado por agredir sua ex-esposa e pela sua ex-namorada. Já Gilby Clarke, que substituiu Izzy Stradlin, foi demitido pelo líder do Guns. Paul Huge entrou para o seu lugar, e tocou num cover de “Sympathy for the Devil”, dos Rolling Stones, , incluída na trilha sonora do filme Entrevista com o Vampiro. Em compensação, Paul Huge, amigo de infância de Axl, não foi bem aceito pelos outros, principalmente por Slash.

Com isso, em 1995, Slash criou um projeto paralelo ao GNR e começou com a banda Slash´s Snakepit. Já em 1996 o guitarrista deixou o GNR e foi substituído por Robin Finck, guitarrista do Nine Inch Nails. Em 1997 pediu “pinico”, deixando o GNR, e o baterista Matt Sorum foi despedido em 1998. Restava apenas Axl, que comprou os direitos sobre o nome Guns N´Roses. Atualmente Slash, Duff e Matt Sorum estão juntos na banda Velvet Revolver, enquanto o Guns N’ Roses vive mudando de formação e se apresenta esporadicamente mundo a fora.