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Confira os vencedores do prêmio Multishow 2009

quarta-feira, 19 agosto, 2009
Ivete Sangalo exibe seu barrigão em apresentação com Zeca Pagodinho

Ivete Sangalo exibe seu barrigão em apresentação com Zeca Pagodinho

A entrega do 16º Prêmio Multishow de Música Brasileira foi um espetáculo. Os premiados, em alguns casos, não estão de acordo com a minha opinião. Questão de gosto mesmo. De uma maneira ou outra foi interessante e valeu. Confira abaixo os ganhadores e os comentários:

Melhor cantor:
Seu Jorge – Precisa comentar? Seu Jorge é um espetáculo. Feeeera, cheio de atitude e com um estilo muito dele.

Melhor Cantora:
Marisa Monte. Não sou fã dela, mas acho que no ano em questão ela foi a melhor.

Melhor CD:
“Agora”, NXZero. INFELIZMENTE é o que temos que aguentar. Mesmo não sendo fã, o NXZero marca de celular? é a cara do nosso atual pop rock (?) e tem uma tremenda aceitação.

Melhor Clipe:
“Ainda gosta dela”, Skank. Linda a música, clipe bem legal. “Desabafo”, do D2, também poderia ter ganho. Ahhh, foi bem escolhida.

Melhor DVD de Música:
“Infinito ao seu redor”, Marisa Monte. Como disse, não sou nem um pouco fã. Torci muito para Juntos e ao vivo, do Paralamas do Sucesso e Titãs.

Melhor grupo:
Fresno. Anh?! É… O que posso fazer. Deu o “Fresco”. É óbvio que o público teen da banda deve ter passado horas na frente do computador votando “nisso aí”. Fresno, para mim, não vale R$1,99!

Melhor Instrumentista:
Débora Teicher, Scracho. Não toco nada, portanto não opino.

Melhor Música:
“Amado”, Vanessa da Mata. ESPETACULAR a música! Muito boa mesmo… Mais que merecido. E ano que vem Vanessa da Mata vai ganhar tudo que for possível, ainda mais após o seu DVD Multishow.

Melhor Show:
“Multishow ao vivo”, Capital Inicial. Simplesmente mágico. Um dos melhores DVDs de show que já vi. Os caras conseguiram juntar um mar de gente em Brasília e arrebentaram. Tocaram até música dos Raimundos. Muuuuito bom!

Revelação:
Banda Cine. Sinceramente, conheço pouco.

TV Zé:
“Dalila”, Ivete Sangalo. Vi todos e morri de rir. Foi bem escolhido.

O Skank ganhou o novo prêmio criado: “Iniciativa”. A categoria foi criada para premiar a banda que melhor (e de maneira criativa) distribuiu a sua música.  No caso, a atuação do Skank na internet foi o que pesou na premiação. “Tudo o que a gente desenvolveu no nosso site foi fruto dessa empreitada. A web é isso e estamos cada vez mais próximos de vocês. Depois de cada show vocês nos dão esse feedback”, afirmou o vocalista Samuel Rosa.

Bacana, né?! O prêmio Multishow vale mais que R$1,99!

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(Renov)AÇÃO Pop Rock

domingo, 15 março, 2009

popNo final da década de 1970 surgiram diversas bandas para o mercado fonográfico. A maioria dessas bandas podem até não ter agradado em cheio a crítica “especializada” (especializada?), mas conseguiram movimentar e crescer o segmento no país. O Pop Rock nacional tinha cara, um formato muito bem definido, uma identidade, e deixou muita saudade. Já na década de 1990, quando alguns ícones do Pop Rock nacional deixaram compor músicas novas, outras bandas conseguiram dar seqüência ao pop.

É natural que algumas bandas como Biquíni Cavadão, Ira!, RPM, Titãs e Nenhum de Nós, deixariam de compor a todo vapor e viveriam dos seus famosos e tradicionais hits. Isso não quer dizer que eles não criariam algo novo, pelo contrário. Mas isso foi substituído gradativamente por outras bandas que assumiram o segmento. Os novos heróis do rock foram se formando, como é o caso do Skank, Engenheiros do Havaii, Jota Quest, Raimundos, Charlie Brown Jr., O Rappa, Pato Fu, dentre outras poucas por aí. A transição do pop nacional da década de 1980 para 1990 foi muito natural, sem muito impacto. Em compensação, atualmente esta transição praticamente não existe. É óbvio que outras bandas surgiram, que novos sucessos foram lançados, mas nada muito concreto, marcante. Grande parte destas bandas saíram dos “fornos”, ou melhor, das garagens, e encontram um público carente de novidade, que vibra ao surgirem músicas melosos, que grudam em nós via rádio e TV.

Algumas bandas até conseguiram deixar uma marca mais interessante, como é o caso de Los Hermanos que, para os poucos que conheceram o algo além de Anna Júlia, foi visível a qualidade musical de Marcelo Câmelo, Rodrigo Amarante e o demais músicos da banda. Diga-se de passagem: sou fã número 1 e, por muito tempo, Los Hermanos completou a minha ânsia de boas músicas do cenário nacional. Em compensação a banda não existe mais. Está parada.

O que restou??? De pop nacional apenas as melosas letras do NX0, CPM22 (são marcas de celular???), Fresno, Cachorro Grande, Hateen, e outras muitas por aí. As identidades destas bandas são quase as mesmas, nada de novo. Parece que cada banda entrou em uma casa de construção e pediu uma “laje pré-moldada”, ou melhor, entrou dentro do carro do papai, comprou uma guitarra Gibson de última geração, uma bateria Fender cheia de peças, e adquiriram uma “banda pré-moldada”.

Isso sem contar do mais importante, compraram uma atitude de “maluco beleza” – como se existisse outro Maluco Beleza, e vivem por aí, balançando a cabeça “cheios” de ritmo e “muitíssimo” conteúdo. O mais engraçado é que esta evolução praticamente não existe. Essas bandas não conseguem definir uma cara para o pop nacional. O que fazer quando nada de novo é lançado? Se essa crise existe, se é que podemos classificar como crise, teria solução e salvação para o pop nacional?

Enquanto isso, ritmos como o Sertanejo vem conquistando ainda mais adeptos, enchendo as casas de show, arrastando uma legião de fãs. É Vitor e Léo para lá, César Menotti e Fabiano para cá, Édson e Hudson, os bons e velhos Zezé di Camargo e Luciano, Chitãozinho e Xororó, Leonardo, Daniel e outros mais. No Sertanejo essa renovação é mais que visível. No Pop Rock, infelizmente, não existe renovação nenhuma.

Isso é lamentável. Fico feliz ao ver o Sertanejo crescer, mas queria que o Pop Rock crescesse em escala geométrica. Em contrapartida o que parece que vem crescendo em escala geométrica são as tchutchucas, créus, tigrões, etc, etc, etc… Teria o Pop Rock saído “desta para uma melhor”? Ou será que o Pop Rock está “apenas subindo no telhado”? E aí, amigo leitor, é certo que o nosso atual pop rock não vale Nem R$1,99! O Pop Rock nacional precisa resgatar a boa e velha identidade.

Forte abraço,

Luiz Augusto Reis Almeida