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A essência humana nos palcos

segunda-feira, 6 abril, 2009

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Por Luiz Augusto Reis Almeida

Sábado à noite para mim é sagrado: saio da minha casa para fazer alguma coisa, independente de onde esteja. Minha companheira e eu sempre buscamos algo diferente para iluminar a noite mais esperada da semana. No último sábado não poderia ser diferente. Tínhamos duas opções de lazer na capital das alterosas: ir ao show de uma banda que eu adoro, o Nenhum de Nós, ou ir a uma peça teatral no Palácio das Artes, a “Ensina-me a viver”, estrelada por Glória Menezes.

A primeira opção seria exatamente para “coroar” (sim, entre aspas) uma semana “cansativa”, de muito trabalho e estudo, na qual iríamos nos esbaldar ao som de uma banda muito boa e de mais dois Dj´s. Não tenho dúvidas que seria um show dos mais interessantes, mas seria “quebradeira” e o cansaço estava tomando conta.  Apesar de estar com o ingresso em mãos, ou melhor, com os nomes na portaria, resolvemos fazer algo mais tranquilo.

2Fomos para o Palácio das Artes para assistir a tal peça, ou melhor, Graças a Deus fomos assistir “Ensina-me a viver”. A peça, dirigida por João Falcão, é um adaptação do filme homônimo de 1971, e narra à trajetória de Harold (Arlindo Lopes),  um problemático jovem obcecado pela morte e que, após conhecer Maude (Glória Menezes), uma idosa amante da vida, Harold ganha um novo sentido de vida, ganha cores no seu mundo negro.

Em um primeiro momento, me questionei para saber quem era o tal Arlindo Lopes. Ao meu lado, minha companheira, que gosta de uma novelinha, disse que ele fazia o Cezinha, na novela “Da cor do Pecado”. Para mim, simples: não conhecia mesmo, e nem adiantava fazer esforço.

3No palco queríamos ver Glória Menezes, mas nos apaixonamos pela atuação I-M-P-E-C-Á-V-E-L do ator principal da peça:

Arlindo Lopes. Sim, ele é o ator principal. Mas como está ao lado de uma diva como Glória Menezes, o ator principal vira coadjuvante.

Deixando de lado essas questões, digamos, burocráticas, é importante ressaltar a qualidade da peça, do figurino, sonoplastia, dos demais atores e de todo o ambiente que fora criado. É óbvio que Glória Menezes também deu show, mas isso já é normal na vida da esposa de Tarciso Meira.

4O mais engraçado é que, peça teatral boa, amigo leitor, você viaja, entra na magia e no mundo do teatro. Não dá sono, nem vontade de ir ao banheiro. Ficamos perplexos.

Em “Ensina-me a viver” o autor consegue deixar o ambiente leve, muitas vezes carregado apenas de emoção, não só nos olhos da platéia, mas também nos olhos dos atores.

De fato, a dupla, que mostrou ter uma “química” muito especial, encena a essência do amor e da simplicidade humana.

Quem tiver a oportunidade de ver a peça, veja: você vai se apaixonar por essa peça que vale mais, muito mais que R$1,99!

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Meu Carnarock 2009

quinta-feira, 26 fevereiro, 2009

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Pelo folião do rock, Luiz Augusto Reis Almeida

Sim, consegui encontrar um lugar espetacular para passar o meu carnaval sem ter que “morrer” no axé e nas coreografias de mãozinha na cabeça, no joelho e vai descendo até o chão. Fui para Ubatuba, no litoral paulista, com uma turma do caralho muito animada, da bagunça mesmo. A partir daí foi só alegria e o clima praiano estava contagiante. Bom, mas vamos deixar de “papo mole” e vamos ao que interessa.

Na sexta-feira cheguei à cidade e não saímos: ficamos em casa, fazendo bagunça até tarde. Para mim a noite terminou às 5h, lembrando que fui um dos primeiros a procurar uma cama. No sábado fomos para um bar muito bacana. Até começamos a curtir uma marchinha, demos uma moral para a bandinha e tínhamos tudo para aproveitar até o amanhecer. Mas, infelizmente não deu. Os caras começaram a tocar em ritmo de “velório” e aí bateu o sono. Inconformados, resolvemos entrar em um PUB meio estranho, o Blues on the Rocks. Até então o lugar era uma incógnita. Resolvemos pagar para ver e queríamos terminar bem à noite. De cara a mocinha que nos recepcionou nos disse que não tinha lugar para sentar, apenas um balcão como apoio, mas que ficava ao lado do “palco” (eles chamam um espaço cheio de caixas de som onde fica o guitarrista/vocalista e o baterista de palco).

Tudo bem, entramos para conferir e ver o que o local tinha para oferecer. O ambiente não era requintado, apenas aconchegante, repleto de quadros de ícones do rock e o melhor de tudo, a música era agradável e suficiente para cairmos no rock. Quando cheguei estava tocando uma música do Barão Vermelho que eu gosto bastante: Meu bons amigos, se eu não me engano do álbum Carne Crua. Já fiquei animadaço e previa um bom fim de noite. A dupla era formada por Nilo Mariano e… Gente, um baterista top dos tops! Uma fera com as baquetas, mas que eu esqueci o nome. O cara comentou, inclusive, que estudou música na Suíça e já tocou com o gaúcho Renato Borghetti. Detalhe: quem estava no show era o “folião do rock” Luiz Augusto, e não o jornalista Luiz Augusto.

Enfim, a dupla era simplesmente espetacular! Os caras mandaram tão bem, mas tão bem, que no dia posterior eu voltei para lá e comecei e terminei a noite, ou melhor, a manhã novamente muito tarde. Isso sem contar que, logo chegando ao local vejo uma figurinha um tanto quanto engraçada: era o Braulinho, o parceiro “Alan Delon”, amigo de infância da boa e velha Mariana. Ahhh, foi bom demais! Não poderia ser melhor…

Tirando a rouquidão, que insistia em me castigar, foi coisa de cinema. Conversamos, conheci a nova patroa do Delon, trocamos telefone e ele se juntou a nossa turma no churrasco e na praia no dia anterior. Já na segunda-feira de carnaval eu não poderia perder outra noite regada a muito rock. Enquanto três casais amigos foram para outra boite, que teria o show da Inimigos da HP (tsc, tsc, tsc), minha gatinha, eu e mais dois casais da mesma “caravana” do sul de minas voltamos para o mesmo lugar. De fato eu não queria arriscar a minha pele em outro lugar.

Não era tão “criativo” ao ponto de querer conhecer outro lugar, afinal de contas já estava bem satisfeito com as minhas noites de carnaval. Na verdade estava sentindo um gostinho de vingança contra os axés da vida que por muito tempo assombraram o meu carnaval. Como já era de se esperar, outra noite espetacular. Os caras conseguiam alterar o repertório e, na altura do campeonato, ficando três dias na frente do palco, já éramos conhecidos da “dupla show”, pedíamos diversas músicas e sempre éramos atendidos.

A dupla tocava Jimi Hendrix, R. Stones, U2, passando pelo pop rock nacional do O Rappa, Nenhum de Nós, até Cazuza, Barão, Secos e Molhados, chegava ao Pink Floyd, Pearl Jam, Bob Marley e tudo enquanto é música boa. Sensacional! Quer carnaval melhor que esse? Bom, pelo menos em se tratando de música, o meu carnaval foi show… Show de Rock! Além das minhas ótimas companhias, o meu carnaval valeu mais que R$1,99, o Blues on the Rocks também vale mais que R$1,99 e a “dupla show”… sem comentários!