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Um burguês chamado Cazuza

sexta-feira, 3 abril, 2009

cazuzaPor Luiz Augusto Reis Almeida

Meus pais, ou melhor, meus dois mestres, na qual tenho o maior respeito e referência de vida, sempre me ensinaram coisas boas e acima de tudo me mostraram o quanto é importante seguir bons exemplos. Por outro lado, o eterno astro brasileiro, Cazuza, que também admiro, canto suas músicas e tudo mais, conquistou uma legião de fãs por causa de suas composições fortes e marcantes.

E quem não gosta do cantor Cazuza?! Ele vale muito mais que R$1,99. Em compensação, as atitudes de Cazuza foram lastimáveis. De fato ele passou a vida como um burguesinho irresponsável, que tinha uma mãe maravilhosa, mas que vivia passando a mão em sua cabeça, e um pai totalmente ausente. Pais que não tiveram pulso para manter seu filho.

Mesmo assim a figura do Cazuza permanece intocável e até hoje é comum a mídia e a população cultuar o burgues chamado Cazuza. Os mais críticos dirão que é falta de originalidade da minha parte. Será?! Apenas não costumo idealizar algo que não é exemplo de ídolo e não fez da vida um espaço digno de se viver.

Entendo e sou fã das composições de Cazuza, mas como pessoa… Deus me livre! Como disse Nelson Rodrigues, “A unanimidade é burra”. E acrescento: é cega! (nesse caso não é surda, afinal de contas, o cantor Cazuza era excepcional).

Para explicar de maneira diferente o que penso de Cazuza, usarei o próprio Cazuza: “Meus heróis morreram de overdose, meus inimigos estão no poder. Ideologia, eu quero uma pra viver”. Sim, ideologia de vida, era isso que Cazuza precisava. Cazuza foi, para mim, um rebelde “perdido” na zona sul. O Cazuza cantor “era o cara”, como ele mesmo cantava. Já o Cazuza homem, não valia Nem R$1,99, era lastimável. Nada contra que é fã do cara, mas esse é o meu pensamento e faço jus a minha liberdade de expressão.

Como sei que o tema é polêmico demais, peço apenas uma coisa para quem for comentar: RESPEITE A OPINIÃO ALHEIA. Não existe motivo para agredir moralmente, falar mal ou ofender. Apenas apresente seu ponto de vista e será muito bem vindo. No texto acima eu fiz apenas isso: apresentei o que eu penso. Esse é o espaço para isso!

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Meu Carnarock 2009

quinta-feira, 26 fevereiro, 2009

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Pelo folião do rock, Luiz Augusto Reis Almeida

Sim, consegui encontrar um lugar espetacular para passar o meu carnaval sem ter que “morrer” no axé e nas coreografias de mãozinha na cabeça, no joelho e vai descendo até o chão. Fui para Ubatuba, no litoral paulista, com uma turma do caralho muito animada, da bagunça mesmo. A partir daí foi só alegria e o clima praiano estava contagiante. Bom, mas vamos deixar de “papo mole” e vamos ao que interessa.

Na sexta-feira cheguei à cidade e não saímos: ficamos em casa, fazendo bagunça até tarde. Para mim a noite terminou às 5h, lembrando que fui um dos primeiros a procurar uma cama. No sábado fomos para um bar muito bacana. Até começamos a curtir uma marchinha, demos uma moral para a bandinha e tínhamos tudo para aproveitar até o amanhecer. Mas, infelizmente não deu. Os caras começaram a tocar em ritmo de “velório” e aí bateu o sono. Inconformados, resolvemos entrar em um PUB meio estranho, o Blues on the Rocks. Até então o lugar era uma incógnita. Resolvemos pagar para ver e queríamos terminar bem à noite. De cara a mocinha que nos recepcionou nos disse que não tinha lugar para sentar, apenas um balcão como apoio, mas que ficava ao lado do “palco” (eles chamam um espaço cheio de caixas de som onde fica o guitarrista/vocalista e o baterista de palco).

Tudo bem, entramos para conferir e ver o que o local tinha para oferecer. O ambiente não era requintado, apenas aconchegante, repleto de quadros de ícones do rock e o melhor de tudo, a música era agradável e suficiente para cairmos no rock. Quando cheguei estava tocando uma música do Barão Vermelho que eu gosto bastante: Meu bons amigos, se eu não me engano do álbum Carne Crua. Já fiquei animadaço e previa um bom fim de noite. A dupla era formada por Nilo Mariano e… Gente, um baterista top dos tops! Uma fera com as baquetas, mas que eu esqueci o nome. O cara comentou, inclusive, que estudou música na Suíça e já tocou com o gaúcho Renato Borghetti. Detalhe: quem estava no show era o “folião do rock” Luiz Augusto, e não o jornalista Luiz Augusto.

Enfim, a dupla era simplesmente espetacular! Os caras mandaram tão bem, mas tão bem, que no dia posterior eu voltei para lá e comecei e terminei a noite, ou melhor, a manhã novamente muito tarde. Isso sem contar que, logo chegando ao local vejo uma figurinha um tanto quanto engraçada: era o Braulinho, o parceiro “Alan Delon”, amigo de infância da boa e velha Mariana. Ahhh, foi bom demais! Não poderia ser melhor…

Tirando a rouquidão, que insistia em me castigar, foi coisa de cinema. Conversamos, conheci a nova patroa do Delon, trocamos telefone e ele se juntou a nossa turma no churrasco e na praia no dia anterior. Já na segunda-feira de carnaval eu não poderia perder outra noite regada a muito rock. Enquanto três casais amigos foram para outra boite, que teria o show da Inimigos da HP (tsc, tsc, tsc), minha gatinha, eu e mais dois casais da mesma “caravana” do sul de minas voltamos para o mesmo lugar. De fato eu não queria arriscar a minha pele em outro lugar.

Não era tão “criativo” ao ponto de querer conhecer outro lugar, afinal de contas já estava bem satisfeito com as minhas noites de carnaval. Na verdade estava sentindo um gostinho de vingança contra os axés da vida que por muito tempo assombraram o meu carnaval. Como já era de se esperar, outra noite espetacular. Os caras conseguiam alterar o repertório e, na altura do campeonato, ficando três dias na frente do palco, já éramos conhecidos da “dupla show”, pedíamos diversas músicas e sempre éramos atendidos.

A dupla tocava Jimi Hendrix, R. Stones, U2, passando pelo pop rock nacional do O Rappa, Nenhum de Nós, até Cazuza, Barão, Secos e Molhados, chegava ao Pink Floyd, Pearl Jam, Bob Marley e tudo enquanto é música boa. Sensacional! Quer carnaval melhor que esse? Bom, pelo menos em se tratando de música, o meu carnaval foi show… Show de Rock! Além das minhas ótimas companhias, o meu carnaval valeu mais que R$1,99, o Blues on the Rocks também vale mais que R$1,99 e a “dupla show”… sem comentários!