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Coisas que não entendo… (1º post da série)

segunda-feira, 20 abril, 2009

bomba_gasolina3Já no posto de gasolina, estava com um vale para colocar “petróleo” no meu carro.

Frentista: Quanto é seu crédito?! Perguntou o frentista, já com a bomba de gasolina em mãos.

Eu: R$67,60.

No meio da conversa, eis que surge uma pessoa que, acredito eu, seja o cara mais antigo do lugar, meio com cara de bronco, sem mal desejar uma boa tarde, muito menos um “olá”. Vou chamá-lo de “Bronco”.

“Bronco”: É R$67,58, e não R$67,60.

Meio sem jeito, fiz minhas contas para descobrir em que local esse “cabeça de bagre matemática” jornalista errou. Errei porque não fiz a conta com o valor “real” do combustível: era R$2,599, e não R$2,60, como eu fiz a conta. Sem muita paciência para conversar a respeito do valor R$2,599, que não existe em lugar algum, apenas em posto de gasolina, fui logo dizendo:

Eu: Então é isso. R$67,58. Desculpa aí, meu amigo (tentando pelo menos ser simpático e educado).

E a “cena” continuou. Meio sem entender o que estava passando, o frentista, que já estava abastecendo, parou a bomba no valor R$67,55.

Frentista: “Sr. Bronco”, é R$67,55?!

Na mesma hora pensei: R$67,58. Não falei nada para não ser “cricri”.

Como o “Bronco” não respondeu, o frentista repetiu a pergunta para mim e eu respondi de maneira taxativa.

Eu: Não, é R$67,58!

Pensei: ora bolas, se dois centavos faria a diferença para o posto de gasolina, por que não faria a diferença no meu humilde bolso?! Certo é certo, meu Sr. Tenta colocar três centavos aí que vou ficar de camarote assistindo.

Agora surge a dúvida: se não existe o R$2,599, por que ainda utilizam? Quem está legitimando essa “coisa”? E se eu chegar no posto com R$2,60 e pedir um litro de gasolina, como eles me darão o troco??? Vai entender…

 

 

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Crise econômica em outras palavras

quarta-feira, 15 outubro, 2008

VEJA COMO É FÁCIL ENTENDER A CRISE MUNDIAL DESSE ANO.

 

Tradução da crise do subprime.

 

É assim ó:

 

O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça “na

caderneta” aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos

desempregados.

 

Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da

dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo

crédito).

 

O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de

emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um

ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o

pindura dos pinguços como garantia.

 

Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do

banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro

acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.

 

Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e

conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F,cujo lastro

inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu ).

 

Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com

fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.

 

Até que alguém descobre que os bêubo da Vila Carrapato não têm dinheiro para

pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência. E toda a cadeia sifú.

 

Se todos os clientes caloteiros do Seu Biu resolvessem pagar suas dívidas,

a soma total seria de R$ 470,32 , mas o Banco Central vai ter que injetar no

mercado algo em torno de R$ 423.525.183,21 para salvar alguns fundos

 de investimentos que não possuem capital para honrar os seu compromissos

 referentes aos clientes caloteiros do Seu Biu , evitando assim uma grave

crise sistêmica no mercado financeiro.

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Pronto é isso!