Archive for the ‘Música’ Category

h1

Quebrar paradigmas

terça-feira, 25 agosto, 2009

Quebrar_a_correnteUm dos temas mais badalados nos últimos dias no esporte é o desempenho do velocista Usain Bolt, o homem mais rápido do planeta. Alguns meios de comunicação dizem que ele está superando a barreira do corpo humano. Outros já falam do estilo do campeão, que é bem humorado e foge do tradicional estilo de concentração: quase sempre formado por um silêncio que corta os nossos ouvidos.

Assim como ele, o nadador brazuca César Cielo também ficou famoso por se bater antes das suas provas. Interessante, certo?! Bem diferente do convencional.

De fato acho bárbaro pessoas que fogem da normalidade e quebram os paradigmas da sociedade. Para mim são mais que campeões, são ultracampeões, pessoas que valem mais que R$1,99!

Fora do meio esportivo também gosto muito do estilo, digamos, diferente. Não sou defensor de quem fala e não faz (sem bordão) vive, de quem planta a sua ideologia e não consegue vivê-la na sua essência. Sou defensor de quem cria o seu estilo – ou aprimora, talvez, consegue dar sequência e ser verdadeiro consigo mesmo.

O ambiente de sala de aula, por exemplo, é um local que brota experiências espetaculares. E quem disse que é necessário virar uma parasita para garantir que está aprendendo ou não?! “Menino, calado. Vou te dar um ponto negativo por estar conversando… Dentro de sala de aula é local de concentração total…” Quantas vezes escutei isso? Será que ficar calado o tempo todo era a solução de uma educação eficaz? Hoje agradeço aos comentários insanos de sala de aula – a minha “veia” crítica agradece eternamente.

Temos que repensar muitas coisas. Será que o normal é o melhor? Ou será que o normal é o mais cômodo? Quem sabe uma nova proposta de ensino, uma nova proposta para o senado, um novo estilo de vida?! O mundo precisa de pessoas que mudam os paradigmas.

Bob Marley ficou famoso por popularizar o reagge?! Também… Bob Marley ficou famoso por tratar em suas músicas e no seu estilo temas como religião e principalmente questões sociais, até então tidas como paradigmas naquela realidade. E a partir daí o povão ama Bob Marley e seu estilo… de fumar “unzinho”. Gente, que tal utilizar o que ele fez de bom? Nada contra quem fuma ou deixou de fumar. Apenas defendo que, assim como ele, quebrar os paradigmas é importante, mas desvirtuar a realidade e achar pontos que são convenientes para nossa vida é ridículo. É questão de coerência…

Que venha novas pessoas, novos seres de diversos campos que irão quebrar alguns de nossos paradigmas. Quem sabe assim a nossa sociedade consegue evoluir e valer mais de R$1,99!

Anúncios
h1

Confira os vencedores do prêmio Multishow 2009

quarta-feira, 19 agosto, 2009
Ivete Sangalo exibe seu barrigão em apresentação com Zeca Pagodinho

Ivete Sangalo exibe seu barrigão em apresentação com Zeca Pagodinho

A entrega do 16º Prêmio Multishow de Música Brasileira foi um espetáculo. Os premiados, em alguns casos, não estão de acordo com a minha opinião. Questão de gosto mesmo. De uma maneira ou outra foi interessante e valeu. Confira abaixo os ganhadores e os comentários:

Melhor cantor:
Seu Jorge – Precisa comentar? Seu Jorge é um espetáculo. Feeeera, cheio de atitude e com um estilo muito dele.

Melhor Cantora:
Marisa Monte. Não sou fã dela, mas acho que no ano em questão ela foi a melhor.

Melhor CD:
“Agora”, NXZero. INFELIZMENTE é o que temos que aguentar. Mesmo não sendo fã, o NXZero marca de celular? é a cara do nosso atual pop rock (?) e tem uma tremenda aceitação.

Melhor Clipe:
“Ainda gosta dela”, Skank. Linda a música, clipe bem legal. “Desabafo”, do D2, também poderia ter ganho. Ahhh, foi bem escolhida.

Melhor DVD de Música:
“Infinito ao seu redor”, Marisa Monte. Como disse, não sou nem um pouco fã. Torci muito para Juntos e ao vivo, do Paralamas do Sucesso e Titãs.

Melhor grupo:
Fresno. Anh?! É… O que posso fazer. Deu o “Fresco”. É óbvio que o público teen da banda deve ter passado horas na frente do computador votando “nisso aí”. Fresno, para mim, não vale R$1,99!

Melhor Instrumentista:
Débora Teicher, Scracho. Não toco nada, portanto não opino.

Melhor Música:
“Amado”, Vanessa da Mata. ESPETACULAR a música! Muito boa mesmo… Mais que merecido. E ano que vem Vanessa da Mata vai ganhar tudo que for possível, ainda mais após o seu DVD Multishow.

Melhor Show:
“Multishow ao vivo”, Capital Inicial. Simplesmente mágico. Um dos melhores DVDs de show que já vi. Os caras conseguiram juntar um mar de gente em Brasília e arrebentaram. Tocaram até música dos Raimundos. Muuuuito bom!

Revelação:
Banda Cine. Sinceramente, conheço pouco.

TV Zé:
“Dalila”, Ivete Sangalo. Vi todos e morri de rir. Foi bem escolhido.

O Skank ganhou o novo prêmio criado: “Iniciativa”. A categoria foi criada para premiar a banda que melhor (e de maneira criativa) distribuiu a sua música.  No caso, a atuação do Skank na internet foi o que pesou na premiação. “Tudo o que a gente desenvolveu no nosso site foi fruto dessa empreitada. A web é isso e estamos cada vez mais próximos de vocês. Depois de cada show vocês nos dão esse feedback”, afirmou o vocalista Samuel Rosa.

Bacana, né?! O prêmio Multishow vale mais que R$1,99!

h1

Ela está chegando ao topo

segunda-feira, 8 junho, 2009

vanessa-da-mataPara mim Vanessa da Mata nunca foi unanimidade. Até cheguei a dizer que ela seria mais uma daquelas que lançaria apenas uma música. Eu estava enganado. Muito enganado. Ainda mais depois que ela lançou seu DVD Multishow em Parati, que é simplesmente mágico.

No meu carro o áudio da cantora matogrossense está entre as mais tocadas. Neste domingo, quando soube que ela iria no Domingão do Faustão, não pude deixar de ver. Muito legal e emocionou! E aí, amigo leitor, quando chega a emocionar, merece post e deve estar neste blog, por valer mais que R$1,99!

Vanessa da Mata está conseguindo cantar e fazer algo que eu acho bárbaro: trazer sensibilidade e sensualidade para as suas músicas. Coisa rara, viu?! Nota 10 para essa cantora que está entre as melhores do país. Ainda falta um pouco para chegar ao nível da Ivete, mas… Ela está chegando ao topo!

h1

O versátil Serjão Loroza: A fera!

sexta-feira, 29 maio, 2009

A "Fera"Em um país formado apenas por nórdicos… Deixa eu recomeçar. Em um país repleto de misturas de raças, e mesmo assim extremamente racista (tsc, tsc, tsc), poucos são os negros que conseguem fazer sucesso e ser unanimidade neste país. E os que são, amigo leitor, temos que bater palma, muita palma, afinal de contas são mais que talentosos.Um desses brasileiros que é negro e mesmo assim é unanimidade é Sérgio Loroza. Conheci o cara quando ele fazia A Diarista, quando interpretada o Sr. Figueirinha. Depois disso virei fã. Serjão Loroza é espirituoso, bem humorado, talentoso e muito “boa praça”. Todos que estão ao seu redor comentam o quanto ele é competente.

Se não bastasse, já foi vocalista em diversos “projetos”. É instrumentista, compositor e atua no cenário musical e nas artes cênicas.  (Isso, o cara não só tem talento como ator, como também vai muito bem na música). É puxador de samba, rapper e outras coisas mais. Versátil, talvez esse seja o melhor adjetivo para a “fera”.

Sérjão Loroza foi vocalista da ótima banda Monobloco. Quem nunca ouviu, saiba que o Monobloco é uma banda que anima até velório. Nota 10! Agora está em sua carreira solo. Lozora é um ser iluminado. “Religiosamente” falando, o carisma  é um dom divino. “Sociologiacamente” dizendo, ser carismático é ser um líder. Todas as concepções caem bem e muito para o ótimo Serjão Loroza, o “Tim Maia” da música, mas com o talento de um bom ator. Já no mundo virtual posso dizer sem medo: vale mais que R$1,99!

h1

(Renov)AÇÃO Pop Rock

domingo, 15 março, 2009

popNo final da década de 1970 surgiram diversas bandas para o mercado fonográfico. A maioria dessas bandas podem até não ter agradado em cheio a crítica “especializada” (especializada?), mas conseguiram movimentar e crescer o segmento no país. O Pop Rock nacional tinha cara, um formato muito bem definido, uma identidade, e deixou muita saudade. Já na década de 1990, quando alguns ícones do Pop Rock nacional deixaram compor músicas novas, outras bandas conseguiram dar seqüência ao pop.

É natural que algumas bandas como Biquíni Cavadão, Ira!, RPM, Titãs e Nenhum de Nós, deixariam de compor a todo vapor e viveriam dos seus famosos e tradicionais hits. Isso não quer dizer que eles não criariam algo novo, pelo contrário. Mas isso foi substituído gradativamente por outras bandas que assumiram o segmento. Os novos heróis do rock foram se formando, como é o caso do Skank, Engenheiros do Havaii, Jota Quest, Raimundos, Charlie Brown Jr., O Rappa, Pato Fu, dentre outras poucas por aí. A transição do pop nacional da década de 1980 para 1990 foi muito natural, sem muito impacto. Em compensação, atualmente esta transição praticamente não existe. É óbvio que outras bandas surgiram, que novos sucessos foram lançados, mas nada muito concreto, marcante. Grande parte destas bandas saíram dos “fornos”, ou melhor, das garagens, e encontram um público carente de novidade, que vibra ao surgirem músicas melosos, que grudam em nós via rádio e TV.

Algumas bandas até conseguiram deixar uma marca mais interessante, como é o caso de Los Hermanos que, para os poucos que conheceram o algo além de Anna Júlia, foi visível a qualidade musical de Marcelo Câmelo, Rodrigo Amarante e o demais músicos da banda. Diga-se de passagem: sou fã número 1 e, por muito tempo, Los Hermanos completou a minha ânsia de boas músicas do cenário nacional. Em compensação a banda não existe mais. Está parada.

O que restou??? De pop nacional apenas as melosas letras do NX0, CPM22 (são marcas de celular???), Fresno, Cachorro Grande, Hateen, e outras muitas por aí. As identidades destas bandas são quase as mesmas, nada de novo. Parece que cada banda entrou em uma casa de construção e pediu uma “laje pré-moldada”, ou melhor, entrou dentro do carro do papai, comprou uma guitarra Gibson de última geração, uma bateria Fender cheia de peças, e adquiriram uma “banda pré-moldada”.

Isso sem contar do mais importante, compraram uma atitude de “maluco beleza” – como se existisse outro Maluco Beleza, e vivem por aí, balançando a cabeça “cheios” de ritmo e “muitíssimo” conteúdo. O mais engraçado é que esta evolução praticamente não existe. Essas bandas não conseguem definir uma cara para o pop nacional. O que fazer quando nada de novo é lançado? Se essa crise existe, se é que podemos classificar como crise, teria solução e salvação para o pop nacional?

Enquanto isso, ritmos como o Sertanejo vem conquistando ainda mais adeptos, enchendo as casas de show, arrastando uma legião de fãs. É Vitor e Léo para lá, César Menotti e Fabiano para cá, Édson e Hudson, os bons e velhos Zezé di Camargo e Luciano, Chitãozinho e Xororó, Leonardo, Daniel e outros mais. No Sertanejo essa renovação é mais que visível. No Pop Rock, infelizmente, não existe renovação nenhuma.

Isso é lamentável. Fico feliz ao ver o Sertanejo crescer, mas queria que o Pop Rock crescesse em escala geométrica. Em contrapartida o que parece que vem crescendo em escala geométrica são as tchutchucas, créus, tigrões, etc, etc, etc… Teria o Pop Rock saído “desta para uma melhor”? Ou será que o Pop Rock está “apenas subindo no telhado”? E aí, amigo leitor, é certo que o nosso atual pop rock não vale Nem R$1,99! O Pop Rock nacional precisa resgatar a boa e velha identidade.

Forte abraço,

Luiz Augusto Reis Almeida

h1

Meu Carnarock 2009

quinta-feira, 26 fevereiro, 2009

rock

Pelo folião do rock, Luiz Augusto Reis Almeida

Sim, consegui encontrar um lugar espetacular para passar o meu carnaval sem ter que “morrer” no axé e nas coreografias de mãozinha na cabeça, no joelho e vai descendo até o chão. Fui para Ubatuba, no litoral paulista, com uma turma do caralho muito animada, da bagunça mesmo. A partir daí foi só alegria e o clima praiano estava contagiante. Bom, mas vamos deixar de “papo mole” e vamos ao que interessa.

Na sexta-feira cheguei à cidade e não saímos: ficamos em casa, fazendo bagunça até tarde. Para mim a noite terminou às 5h, lembrando que fui um dos primeiros a procurar uma cama. No sábado fomos para um bar muito bacana. Até começamos a curtir uma marchinha, demos uma moral para a bandinha e tínhamos tudo para aproveitar até o amanhecer. Mas, infelizmente não deu. Os caras começaram a tocar em ritmo de “velório” e aí bateu o sono. Inconformados, resolvemos entrar em um PUB meio estranho, o Blues on the Rocks. Até então o lugar era uma incógnita. Resolvemos pagar para ver e queríamos terminar bem à noite. De cara a mocinha que nos recepcionou nos disse que não tinha lugar para sentar, apenas um balcão como apoio, mas que ficava ao lado do “palco” (eles chamam um espaço cheio de caixas de som onde fica o guitarrista/vocalista e o baterista de palco).

Tudo bem, entramos para conferir e ver o que o local tinha para oferecer. O ambiente não era requintado, apenas aconchegante, repleto de quadros de ícones do rock e o melhor de tudo, a música era agradável e suficiente para cairmos no rock. Quando cheguei estava tocando uma música do Barão Vermelho que eu gosto bastante: Meu bons amigos, se eu não me engano do álbum Carne Crua. Já fiquei animadaço e previa um bom fim de noite. A dupla era formada por Nilo Mariano e… Gente, um baterista top dos tops! Uma fera com as baquetas, mas que eu esqueci o nome. O cara comentou, inclusive, que estudou música na Suíça e já tocou com o gaúcho Renato Borghetti. Detalhe: quem estava no show era o “folião do rock” Luiz Augusto, e não o jornalista Luiz Augusto.

Enfim, a dupla era simplesmente espetacular! Os caras mandaram tão bem, mas tão bem, que no dia posterior eu voltei para lá e comecei e terminei a noite, ou melhor, a manhã novamente muito tarde. Isso sem contar que, logo chegando ao local vejo uma figurinha um tanto quanto engraçada: era o Braulinho, o parceiro “Alan Delon”, amigo de infância da boa e velha Mariana. Ahhh, foi bom demais! Não poderia ser melhor…

Tirando a rouquidão, que insistia em me castigar, foi coisa de cinema. Conversamos, conheci a nova patroa do Delon, trocamos telefone e ele se juntou a nossa turma no churrasco e na praia no dia anterior. Já na segunda-feira de carnaval eu não poderia perder outra noite regada a muito rock. Enquanto três casais amigos foram para outra boite, que teria o show da Inimigos da HP (tsc, tsc, tsc), minha gatinha, eu e mais dois casais da mesma “caravana” do sul de minas voltamos para o mesmo lugar. De fato eu não queria arriscar a minha pele em outro lugar.

Não era tão “criativo” ao ponto de querer conhecer outro lugar, afinal de contas já estava bem satisfeito com as minhas noites de carnaval. Na verdade estava sentindo um gostinho de vingança contra os axés da vida que por muito tempo assombraram o meu carnaval. Como já era de se esperar, outra noite espetacular. Os caras conseguiam alterar o repertório e, na altura do campeonato, ficando três dias na frente do palco, já éramos conhecidos da “dupla show”, pedíamos diversas músicas e sempre éramos atendidos.

A dupla tocava Jimi Hendrix, R. Stones, U2, passando pelo pop rock nacional do O Rappa, Nenhum de Nós, até Cazuza, Barão, Secos e Molhados, chegava ao Pink Floyd, Pearl Jam, Bob Marley e tudo enquanto é música boa. Sensacional! Quer carnaval melhor que esse? Bom, pelo menos em se tratando de música, o meu carnaval foi show… Show de Rock! Além das minhas ótimas companhias, o meu carnaval valeu mais que R$1,99, o Blues on the Rocks também vale mais que R$1,99 e a “dupla show”… sem comentários!

h1

Carnaxé 2009

quarta-feira, 18 fevereiro, 2009

carnaval_mascara

Por Luiz Augusto Reis Almeida – Diga não ao Axé!

Acho que estou ficando velho… Já amei carnaval, gostei, adorei, contava os dias para a chegada do período e hoje… Curto! Acho divertido e tal, mas tem uma coisa que me deixa até desanimado no carnaval são os hits baianos, os funks (etc, etc, etc) que tomaram conta. Que saudade das marcinhas… P*** m****! Agora é prova que estou ficando velho mesmo… Até porque não fui da época das marchinhas.

Apenas lembro as marchinhas por causa de uma banda que tocava no carnaval da minha cidade, Mariana.. Se eu não me engano o grupo se chama “A incrível Banda”. Mesmo assim, acredito essa substituição de hits não vale Nem R$1,99!

Esse “raio” desse axé em pleno carnaval não Vale nem R$1,99. Mais dureza ainda é pensar que em plena quarta-feira de Cinzas estarei com aquele “joelhinho, cabeça, joelhinho, cabeça” (hits grudentos do carnaval 2009 – ainda não sei qual será!) martelando em minha cabeça, enquanto vejo a apuração das escolas de samba do Rio de Janeiro, escutando “Mocidade Independente de Padre Miguel… Deeeeeeez. Grande Rio: Noooove… e meio!” Que medo! Se os axés de carnaval não valem Nem R$1,99, imagina o pós-carnaval?! Deixa eu parar por aqui…