Archive for the ‘Coisas que não entendo’ Category

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Conta outra (coisas que não entendo)

quinta-feira, 20 agosto, 2009
carlinhos

Qual é o público do Dado?

Ahh, fala sério “Dona” Record. Gosto muito de Reality show e “A Fazenda” é só mais um no meu currículo. Só não assisto a canseira de “No Limite”.

Sim, gente boa, gosto de TV, assisto muitos filmes, seriados, futebol e tudo que tem de “melhor” por aí. Só não assisto novela. Detalhe: assisto dois canais ao mesmo tempo: futebol mais um programa – Futebol sem áudio, claro! Gravo A Fazenda, CQC, Pânico, Altas Horas e filmes e seriados da Sky.

Enfim, acompanho o reality show que vem destruindo a Globo em audiência. Um dos responsáveis por tamanha audiência foi o excelente Carlinhos, o “Mendigo” do Pânico, que eu já gostava bastante, diga-se de passagem, e que atualmente trabalhava na própria Record.

Mesmo com uma história de vida sofrida que dá até vontade de chorar, o cara é uma alegria só. Na noite da última quarta-feira acompanhei a sua eliminação. Eliminação?  Como assim?! O cara que foi o melhor do programa, que mostrou sinceridade o tempo todo foi eliminado pela porquinha Danni Carlos e pelo Dado Dolabella??? Gente, como???

Quem contabilizou os votos, “Dona” Record? Não, não, não… Na último domingo foi o Pedro, que também é muito bacana, é filho de cantor sertanejo de muito sucesso e tudo mais. E agora o Carlinhos??? “Dona” Record, conta outra.

A picaretagem comeu solta e sem dó… Não importa se é filho de sertanejo ou ex-mendigo de rua, o importante é manter o playboy de merda dentro da fazenda. Assim como o Dado, a Record não vale Nem R$1,99! Teve até campanha de atores famosos, globais (…) em prol da permanência do cara.

E agora, vai dizer que não foi armado? Conta outra… Essa eu não acredito mesmo.

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Homenagem é só para quem já foi (eu não entendo)

quinta-feira, 30 julho, 2009

chicoTemos um gênio “dentro de casa” e não damos muito valor. Esse gênio se chama Chico Anysio, e veio lá do Ceará para conquistar o Brasil, se transformar em um dos ícones do humor nacional, e agora ficar desperdiçado na geladeira global.

O mestre

O mestre

Temos também uma lenda no futebol mundial que se chama Mário Jorge Lobo Zagallo. O “velho” Lobo ganhou tudo que foi possível dentro e fora das quatro linhas e hoje curti sua vida ao lado da família… e se quiser voltar a ser técnico, terá espaço.

Assim como Chico Anysio e Zagallo existem inúmeros outros personagens brasileiros que se destacaram e que podem nos deixar sem ter uma homenagem digna. Infelizmente uma hora isso irá acontecer.

Lamentável é saber que o nosso país só vai dar o devido valor para essas pessoas quando perdê-las.  E aí, após eles nos deixarem, teremos Globo Repórter Especial, matéria no Fantástico, documentário, prêmio sabe lá do quê com o nome da pessoa (…), tudo em homenagem ao saudoso fulano.

Isso é lindo, mas “cá entre nós”: que tal homenagear essas pessoas em vida?! Não seria bacana uma homenagem a esses personagens que marcaram a história do nosso país enquanto elas possam ver, se emocionar, curtir o que conquistaram? Não. No nosso país isso não funciona. Isso não dá audiência. Faz parte, temos que entender… Um cidadão morto vale mais que um vivo, ou seja, não valemos nem R$1,99!

Assim como qualquer pessoa que “bate as botas” vira Deus, quem ainda não bateu não merece homenagem nem nada do tipo.  Não dá para entender…

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Chama a “puliça – p, u, l, i, çesidrila, a!”

quinta-feira, 9 julho, 2009
Tá de sacanagem???
Tá de sacanagem???

 De fato não entendo. Qual é a referência que temos em se tratando de segurança? Apenas Deus. Digo, a polícia, claro. Então, na cidade que moro, a corporação aumentou o tamanho do muro da sua sede, colocou cerca elétrica e tudo mais. O motivo: segurança! Ora bolas, lá não é presídio, logo não será alguém de dentro que irá pular para fora, e sim um cidadão de fora que irá pular para dentro, certo?!

Então, será que existe algum ladrão capaz de entrar na sede da polícia e cometer algum delito? Em alguns casos até acontece, mas quase sempre está relacionado a alguma manifestação. Mas em Três Corações, cidade ao sul de minas, com cerca de 75 mil habitantes isso é possível? Se cair alguém no pátio da polícia o que vão fazer?! Ligar para quem? 190? Não, eu não entendo mesmo.  

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Ctrl C – Ctrl V

sexta-feira, 26 junho, 2009

ctrlcHá alguns dias recebi um email de um conhecido com um texto meu. Sim, um texto meu a respeito de um tema polêmico que está rodando por aí e, o pior de tudo, sem assinatura, sem link para o blog e sem nada. Plágio?! Sei lá! Quem começou a enviar não assinou o nome de ninguém. Apenas está circulando. Por um lado, ruim, afinal de contas tem gente apropriando indevidamente do que é seu trabalho. Por outro lado, bom, pelo menos alguém gostou! Rs.

Contei o que aconteceu para um amigo e ele foi logo dizendo: “você é louco, coloca suas idéias em domínio público e agora vem reclamar?!”. Sim, ele tem razão, toda razão. Em compensação, qual é o problema das pessoas saberem o que penso a respeito de alguns temas? Qual é o problema de escrever a respeito de um time de futebol ou de algum filme que eu vi?!  É óbvio que também não faço do meu diário virtual um diário de vida… Imagina eu escrever: querido diário, hoje eu almocei isso ou aquilo, fui para o trabalho, iniciei tal projeto. Credo! Apenas escrevo aquilo que julgo ser pertinente para o local. E, caso alguém copie – os famosos ctrl c, ctrl v, favor citar a fonte! Dá uma moral aí… Quem nunca copiou algo de alguém? Qual é o problema? Desde que você coloque a fonte e de onde veio, sem problemas! Seja apenas justo com quem criou o texto.

Quantas vezes eu faço algum texto de cinema e cito o cineplayer, ou então cito o Rica Perrone, com quem fui estagiário e hoje ele tem um dos blogs esportivos mais acessados do país. Qual é o problema? Desde que cite a fonte, não tem problema. Agora, enviar o texto alheio por email e não colocar referência… Aí é “flórida”. Não vale Nem R$1,99!  

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Afogue com a Submarino

segunda-feira, 22 junho, 2009

subHá algumas semanas encomendei um produto na Submarino (site submarino.com) e ele chegou rapidinho. No dia que fiz a encomenda, a Submarino entrou em contato comigo por telefone, me atendeu como se fosse o último pedido deles, e fui muito bem tratado. Virei um cliente “especial”, como deve ser com todo e qualquer cliente, afinal de contas, a crise e a concorrência fazem com que todo cliente deva ser tratado como uma celebridade. Brincadeira (com fundo de verdade) à parte, a situação foi simples: comprei, recebi, mas o produto veio amassado na lateral. Era uma esteira ergométrica que, só de escrever já me deu um cansaço tremendo.

Bom, mesmo assim comprei e não imaginava o problema que teria. Ela veio amassada justamente no local onde colocava uma espécie de parafuso. Sendo assim, o parafuso entra torto (na minha terra isso é “enjambrado”) e ela não fica 100% presa. Desse modo entrei em contato com a Submarino e o tratamento não foi exatamente vip.

Primeiro porque pediram para eu aguardar por quase 30 dias para uma pessoa pegar a esteira na minha casa, enviar para a central (sei lá onde que é isso, se é São Paulo, Rio ou Ribeirão Preto), e depois eles enviariam outro produto para mim. Em suma, daqui a 60 dias eu já estaria com o produto na minha casa. Isso mesmo, 60 dias. E olha que já paguei o produto!

Agora, convenhamos: esperar 60 dias para pegar um produto que já está pago?! Porque tanta dificuldade? Qual é o problema de enviar uma outra peça e levar a danificada. “Isso mesmo, a Submarino é assim, meu Sr.”, afirmou a atendente. E eu, mais uma vez, levei “chumbo pela asa” nessa empresa que se diz expert em e-commerce.

Como fiquei irritado, resolvi pagar alguém para resolver o problema para mim na minha própria casa. É melhor assim a contar com a “boa vontade” da tal da Submarino. E olha que comprei duas vezes na empresa e tive surpresa negativa em ambas. O que dizer?! Sim, além de ser bobo, por compra novamente, digo que a Submarino não vale Nem R$1,99. E se for comprar lá, desejo a você uma ótima sorte! Se tiver, parabéns! Se não… seja paciente e entenda a política da empresa em questão.

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Luto: cai a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista

quinta-feira, 18 junho, 2009

lutoO Supremo Tribunal Federal decidiu e está decidido: não é necessário ter diploma de jornalismo para exercer a profissão. A partir de agora as empresas estão liberadas para contratar profissionais sem formação superior. Enquanto isso, cresce o número de jornalistas desempregados nos país e a informação de qualidade pode virar exceção. E haja cara de pau, haja ausência do nosso sindicato. A nossa classe já é marginalizada por natureza, agora… Deus que me livre, meu Brasil!

O pior de tudo foi à pérola dita pelo ministro relator, Gilmar Mendes, que fez a seguinte comparação: “Um excelente chefe de cozinha poderá ser formado em uma faculdade de culinária, o que não legitima o estado a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nesta área”.

Boa, Mendes! Excelente! Então quer dizer que um excelente curandeiro pode ser médico também?! A parteira agora será obstetra? Então quer dizer que, se eu souber na ponta da língua todas as leis e usar um terno eu posso ser um advogado? Advogado não, né?! Melhor ainda: quem sabe dirigir não precisa nem da habilitação. Bobagem! Que coisa, meu Brasil!

Concordo que articulistas de outras profissões, que sabem escrever sobre determinados temas, devem ter espaço sim. Agora, o cara não teve a mínima formação e agora será um jornalista. Triste!

Como o nosso STF é “isso” mesmo, a minha esperança é que as empresas não aproveitem de tal decisão para acabar com os jornalistas de fato. Outra coisa, para os que não sabem analisar de maneira ampla a respeito do caso, penso que esse é o início da mudança na mentalidade do país em se tratando de educação superior. Aposto que após o jornalismo, virá alguém dizendo que um bom orador pode será um ótimo relações públicas. O que me deixa muito “p” da vida é que isso é uma cadeia. O criativo é o publicitário de amanhã. O “bom comerciante” é o novo administrador de empresas de uma grande multinacional. E assim vai…

Ora bolas, sentar em uma cadeira da faculdade de jornalismo é muito mais que aprender a fazer um lead, a escrever um texto técnico, uma resenha, artigo, etc, etc, etc. É aprender a ser um cidadão consciente, ético, que sabe de suas responsabilidades, que é embasado teoricamente e que pode contribuir com o processo da informação no país. O jornalista é o fiel escudeiro da democracia. É óbvio que, assim como em toda profissão, temos os profissionais que “desvirtuam” sua a função primordial.

STF, você não vale Nem R$1,99! Vem me dizer que o STF está em defesa da Liberdade de Expressão? Aposto… Melhor: tenho certeza que existe tanta coisa particular envolvida nesta decisão. Tanta gente “prejudicada” por um verdade (ou não) dita por um jornalista.

E agora, nós, jornalistas de profissão, contamos com as empresas. Contamos com a consciência das nossas empresas. Agora é esperar! E como sempre digo: NÃO ME ARREPENDO DO CURSO QUE FIZ, DA MINHA PROFISSÃO QUE TANTO AMO. SINTO QUE SOU UM PROFISSIONAL PREPARADO, QUE AINDA TENHO QUE ESTUDAR MUITO, MAS QUE SIGO OS PRECEITOS ÉTICOS DA MINHA PROFISSÃO! É isso… Esperar mais do STF é esperar que a galinha bote ovos de ouro.

“Porque o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade. Quem não sofreu essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida, não pode imaginá-la. Quem não viveu a palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo do furo, a demolição moral do fracasso, não pode sequer conceber o que são. Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não concede um instante de paz enquanto não torna a começar com mais ardor do que nunca no minuto seguinte”. Gabriel Garcia Marquez.

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Segura na mão de Deus e vai… (Coisas que não entendo – parte 3)

terça-feira, 19 maio, 2009

oracaoDo homem de fé Luiz Augusto Reis Almeida

Todos nós temos direito a escolha. Do time de futebol, a cor do sapato, o comportamento e até a crença somos livres para fazer as nossas escolhas. Uns chegam ao ponto de dizer que não acreditam em Deus, em nada que remeta ao cristianismo. Ótimo! Apesar de não ter a mesma opinião, respeito.

Agora, por outro lado, se você não acredita, não se faça de bobo. Não acredite em todos os momentos, ok?! Quando o bicho pega não adianta recorrer nem para Deus. Esse comportamento não vale Nem R$1,99! Realmente não entendo qual é a do povo…

Tenho um amigo que não esconde de ninguém que não acredita em nada que seja ligado a religião. Sempre diz que acredita nele mesmo e ponto final. Maravilha! Em contrapartida, quando o bicho pegou para o lado dele foi logo dizendo que Deus irá ajudar. Que coisa…

Não sei em qual onde li, mas lembro que alguém comentou que não existe ateu e, caso queiram comprovar sua “teoria”, basta colocar um avião lotado de ateu e dizer que ele está caindo. Daí queria ver se o povo não iria se apegar a alguma coisa.. Ele mentiu ou existe ateu por aí???