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Calar é mais fácil

terça-feira, 11 agosto, 2009

transitoHá 15 dias aconteceu comigo um fato bem interessante. Estava trafegando em uma das principais avenidas de Três Corações, cidade na qual resido, atrás de um Ford Fiesta preto que a cada rua me trazia uma novidade. O cara do carro de frente literalmente não sinalizava nada que iria fazer. A seta do seu veículo deveria estar até com teia de aranha de tanto que não era utilizada.

Com esse tipo de condutor, a distância de segurança deve ser dobrada, certo?! Pois é, deveria, porque um motoboy que andava um pouco mais rápido (pleonasmo?) ultrapassou o meu carro, que estava na direita, e já estava ultrapassando o Fiesta quando…. Putz! Não era um motoboy, era um super-homem! O rapazinho voou por cima do carro. Para se ter uma ideia, ele conseguiu dar um amassadinho quase no teto do Fiesta. Todos que lessem o citado acima diriam que o motoboy estava errado e que esse “povo” só anda a mil por hora.

Pois então, desta vez a coisa não foi bem assim. Apesar de mais rápido que ambos os veículos, o motoboy não estava correndo. Estava dentro da velocidade permitida. Como a pista é dupla, o condutor do Fiesta e eu estávamos na pista da direita, que é para veículos mais lentos. Só que, no meio da pista, à esquerda, havia um retorno para o outro sentido da avenida. No momento que o motoboy estava na pista da esquerda, o Fiesta, sem dar seta, “balangar” ou balançar o braço, piscar o olho ou coisa do tipo, entrou para retornar e “crash”. Não poderia dar outra.

Parei para ver a situação do rapaz, mas ele surpreendeu. Levantou como um gato e disse que não tinha se machucando. Já o condutor do carro, que agora sei que é um sr., saiu xingando até a última geração do “gato” e dizendo que ele iria pagar pelo conserto. Mal quis saber se o rapaz estava vivo ou morto. O motoboy, assustado, disse que a moto é da empresa e que ele não pode pagar, até porque ele acusou o sr. de não ter dado a seta. E o sr., dono da razão, xingou muito e afirmava que o motoboy iria pagar.

Como ninguém havia machucado, sai e fui em direção do meu carro. Parecia que um anjo do bem falava comigo: vai lá, conte a verdade ou então o rapaz da moto vai se dar mal. Você viu o que aconteceu, seja justo. Já o anjo “malvado” era taxativo: o que você tem com isso? “Vaza”, continua seu caminho.

Voltei e no meio da discussão, que já contava com um agente de trânsito cheio de dúvida, entro dizendo: “estava atrás de ambos os veículos e vi a colisão”. O agente, mais que depressa pede ajuda, afinal estava complicado para entender a situação. Disse a verdade, que o sr. do Fiesta não deu seta, que o motoboy não estava correndo e que a culpa não foi do motoboy. Na mesma hora o sr. ficou muito bravo, disse que era um erro e que estava sendo injustiçado. Deixei meu telefone caso fosse necessário e fui embora com o dever cumprido. Talvez se não tivesse falado a verdade o motoboy teria que pagar o conserto da moto e do carro, poderia ser mandado embora do seu empreto ou coisa do tipo.

Talvez nós, cidadãos brasileiros, deveríamos nos manifestar mais a respeito de diversas injustiças e picaretagens do nosso país. Não, preferimos ficarmos sentados na frente da TV, afinal de contas não está nos afetando diretamente. (Não?!) Será que existe um “anjo do bem” dentro de nós, nos atiçando para nos manifestarmos? Ou será que só iremos nos manifestar quando atingir em cheio o nosso umbigo? Sociedade de “merda”, não vale nem R$1,99!

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3 comentários

  1. O “Case” é muito interessante! Dá uma bela discussão!… Na verdade nós cidadãos pecamos muito mais por omissão do que por ação. O medo de se envolver e o comodismo muitas vezes nos torna omissos diante dos erros e maracutaias que presenciamos no dia a dia!


  2. QUE CARRO MAIS FEIO QUE EU JA VI NA MINHA VIDA QUISESSE BOTA OUTRO AI NA FOTO JA PODE.


  3. Eu não entendi nada…rsss



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