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Betinho, Betinho…

quinta-feira, 4 dezembro, 2008

Uma odisséia sanitária de Thaís Pacheco

Não sei se pegou vocês, mas, há um tempo, me pegou a história do ‘rodízio de petisco’.
É uma idéia bacana. Você senta, pede uma cerveja, relaxa a musculatura e os petiscos vão passando. Os que você gostar, pede pra repetir. Os que não, deixa lá pra não desperdiçar.

Saiu uma matéria uma vez com os três lugares descolados que fazem isso em BH. Fui em dois, bem legais. Faltava um. Já tinha até esquecido essa opção gourmet, mas, ontem, resolvemos tentar o terceiro que faltava: Bar do Betinho.

Se você não mora em BH, acaba não servindo como referência do que evitar. Mas se você está aí lendo por falta do que fazer, serve como referência de um lugar porco. Comecemos:

Sabe festa de fim de ano de empresa fudida de contabilidade?
Aquela cena: Meninas de cabelo sujo e com roupa que [tá na cara que] são da Marisa? A gordinha mala, com a pasta da faculdade e os boy, feio, com camisa de banda de rock, de R$10 do centro da cidade? Entõ, essa era a frequência do lugar. Eles haviam juntado várias mesas, estavam gritando e é incrível a capacidade que essa galera tem de fazer sujeira. Graças a um bom santo eles estavam indo embora quando chegamos.

Ainda que os garçons tentassem arrumar, não adiantava muito. O boteco é sujo por natureza. O sapato gruda no chão, sabe como? A mesa fica ali, curtindo um resto dos clientes anteriores até chegarem os novos. Só então, o garçom limpa.

O garçom, aliás, coitado. Não deram nem uniforme pra ele. Usa o avental antigo, de quando o local ainda se chamava Surubim na Brasa.

Apesar de tudo, quis arriscar. Não posso querer sempre o lugr mais lindo, limpo e bem frequentado. Isso custa caro. Tenho que aceitar a idéia do boteco pé de rato. Além disso, estava acompanhada de um ser que preciso impressionar e a última coisa que posso fazer neste momento é confessar que sou fresca pra caralho e estava morrendo de nojo.

Vamos arriscar a comida. Traz o rodízio de petisco. Um monte de panela conmcentrada no meio da salão fica tentando manter aquecidos os alimentos. A garçonete, com a mão suja, junta um monte de cumbuca e vai pegando as coisas. O creme de queijo, que cobre um carne – sabe-se lá qual – cai na cumbuca da batata frita que, por sua vez, está velha. O kani com salaminho (!!!) também tem cara de coisa passada.

A azeitona preta foi a única coisa que imaginei que não me mataria, mas ela estava quente (!!!)

Não sei o que mais tinh na mesa. Umas carnes estranhas, uns seres desconhecidos… Felizmente não vi baratas nem fios de cabelos. E quando, o digníssimo ser a ser impressionado me disse “não está muito bom não” eu senti o maior alívio do mundo e implorei, numsúbito ataque desespero que tentei controlar: “Então, por favor, vamos embora”.

Hoje, pra mais alívio ainda, ele veio me dizer: “Aquele bar do Betinho não vale nem R$ 1,99, hein?”
Vale não.

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3 comentários

  1. Sensacional… ou melhor, terrível a experiência, heim?! Também tenho uma boa experiência em um restaurante e em breve vou citá-la! rsss – Palmito estragado é foda! Abração


  2. Azeitona quente não vale nem R$ 1,99. Não vale nem 1 centavo!!!

    Nossa, não vale mesmo! Abração


  3. que q isso!! vc não gosta do sensacional rodízio de tira gosto do betinho não??? aahhhh

    esse povo que num tem paladar é foda…

    agora, vc esqueceu de falar que a “melhor” parte do rodízio de TIRA GOSTO eram as PIZZAAS!!! UAHAUHAUH a parada é tão fraca que o dono falou: “ae, leva uma pizza preles lá, ó”

    uahauhahuauhauh



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